Coisas Legais A mistura do Analógico com o Digital na Música

Publicado em 13 de junho de 2011 | por Carlos Gomes

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A mistura do Analógico com o Digital na Música


Nos dias de hoje onde realmente “everything is a remix” fica difícil de se encontrar artistas realmente inovadores.

Porém, nem tudo está perdido! Em umas das minhas andanças pela internet me deparei com dois artistas que me chamaram muito a atenção em como eles misturam instrumentos analógicos com a edição e automação do mundo digital.

O primeiro deles se chama Patrick Flanagan, mas seu projeto se chama Jazari e consiste em utilizar um controlador com diversos botões de arcade, juntamente com sensores de posição e acelerômetros em uma mão e um Wiimote na outra, e estas geringonças acionam válvulas solenóides que são responsáveis por tocar (literalmente) os instrumentos e a partir disso ele consegue gravar loops e desenvolver a música. Como isso tudo é bastante complexo, abaixo temos um vídeo que demostra na prática essa loucura toda.

[youtube 4pOQ2sde98k]

[youtube f5DgC-SOXmU]

Diego Stocco é outro que me chamou a atenção, ele é compositor e sound designer, e literalmente cria seus instrumentos a partir de outros instrumentos sendo juntados com as mais loucas coisas do cotidiano, como garfos, martelos, areia e até arvores (wtf!?). Ele é responsável por trilhas para diversas mídias tais como “Terminator : Salvation”, “2012”, “Eagle Eye”, “The Uninvited”, “Lady in the Water”,  “Justice League Heroes”, “Soulcalibur IV”, “MK vs DC, “Call of Duty, World at War”, “Dexter”, “Daily Show” e “Cold Case”. Como da pra ver o cara não é pouca coisa não… Seguem alguns exemplos da genialidade (e loucura) do cara.

[youtube lhp6P9Ygsoc]

[youtube jdYj7dMYwxM]

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Sobre o Autor

Não sabe o que é uma cerveja mas fez amigos bebendo leite.



19 Responses to A mistura do Analógico com o Digital na Música

  1. Pô Carlos, primeiro post foda, han han han?
    Do caralho essa bizarrice.
    =D

  2. Diego Souza says:

    Bah, muito phoda!!! Criatividade é algo sem limites!!!

  3. Egg says:

    Os caras são foda, mas não necessariamente criativos!

    Na verdade, eles apenas representam o seguimento desenvolvido pelo Kraftwerk. Estão levando às últimas consequências o que Kraftwerk começou lá nos anos 70…fabricação de instrumentos novos e fusão de tecnologias e texturas. Tá tudo lá, no Kraftwerk.

    “everything is a remix…”

    • Vítor says:

      É aquela coisa do “Ovo ou a Galinhossauro”.
      Pode acontecer de tu estar trocando as bolas nos conceitos de “Originalidade” com “Criatividade”?
      Na minha cabeça, é preciso ser criativo para ser original, mas não necessáriamente original para ser criativo…
      Enfim, o som e o equipamento é do caralho.

  4. César says:

    Então dá pra considerar que qualquer coisa inspirada em outra não é criativa?

    Vou lá queimar os livros que citam outros autores, pois eles não são criativos. =)

  5. Egg says:

    Caros, não é difícil de entender!

    Primeiro, iniciei dizendo que realmente gostei do som dos caras, achei realmente interessante, são grandes músicos indiscutivelmente.

    Minha divergência é apenas com a questão da originalidade (sinônimo de criativo). Não existe criatividade sem originalidade, nem originalidade que não seja criativa! Gostaria que tu me relatasse um exemplo de criatividade que não fosse original Vitor!!?? Não vejo o menor sentido na tua dissociação…

    Terceiro, não falei que a inspiração em outros artistas anula a criatividade ou originalidade de alguém. Apenas entendo que o que supostamente há de original e criativo no trabalho desses artistas, foi iniciado pelo Kraftwerk. Só isso!

    Na História da Arte a principais rupturas e revoluções ocorreram pela inspiração nos movimentos anteriores (impressionismo,cubismo, surrealismo, construtivismo, concretismo). Basta ler um pouco…

    Claro, lembrando a genial Rita Lee: “Não é porque ninguém te entende que tu é artista!!”

    • “Caros, não é difícil de entender!” é o mesmo que dizer “Bando de Burros do caraaaleo”.
      Eu te entendi perfeitamente, só não concordei. Me respeite Comunistinha de Faculdade Professor!!!
      asuahsaushuahs

      Enfim cara, os malucos aí que o Carlos colocou são criativos na minha opinião:
      (re)utilizando idéias e refências que não são consideradas originais. *entenda por original por algo que não tenha sido feito antes.

      E “Basta ler um pouco”, pelamor de deus. VAI LEVÁ UM TIRO NESSE CÚ FILHO DAPUTA!!!

      “O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes.” Albert Einstein Banksy Vítor Padilha

    • César says:

      Olha, na verdade tudo começou com Karlheinz Stockhausen, Tangerine Dream, Can e Beach Boys (mais especificamente no álbum Pet Sounds).

  6. Carlos Gomes says:

    Só uma pergunta, Egg, tu gostou?

  7. Egg says:

    Carlinhos, primeira linha lá, do primeiro parágrafo: “iniciei dizendo que realmente gostei do som dos caras..”

    Como eu disse, “basta ler um pouco…” hehehe

    Vitinho.

    Respeito integralmente teu ponto de vista, mesmo não concordando com ele. Minha dificuldade de aceitar ele se dá pelo fato de que tanto o original (fazer primeiro, logo, ser “origem”) como o criativo ( ligado à criação, invenção de…) estão totalmente ligados a noção de “genuíno”. Esse é o ponto.

    Mas enfim, só quis elogiar o post. Gostei,mesmo não concordando com a questão da “originalidade criativa”!! heheh

  8. Egg says:

    Bom, podem começar a me agradecer por movimentar essa página!!

    Primeiro post que realmente gera uma discussão interessante, e que os comentários dos post não são feitos pelos próprios membros do site ou namoradas…hehehehe

    Carlinhos, o comentário sobre criatividade não foi teu. Estava debatendo com o Diego e com Vitinho…

    César, quem inventou a Bossa Nova?? Vinícius de Mores, Tom Jobim, João Gilberto ou Carlos Lyra?

    Quem sabe todos eles, uma vez que são contemporâneos na origem, no desenvolvimento inicial do próprio movimento!

    Isso não se entende, muito menos se resolve, procurando datas de surgimento de bandas e artistas no Wikpédia…

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